Pois, antes mesmo da aprovação do projeto, veio a primeira decepção. O ministro Franklin Martins, recém chegado ao poder, foi logo anunciando que o tal conselho teria todos os seus representantes indicados pelo próprio governo, o que causou grande irritação e descontentamento nas entidades envolvidas nos debates sobre a nova TV pública. Agora, outra novidade decepcionante. Em artigo veiculado pelo Observatório da Imprensa, no dia 1º de abril, Antônio Carlos Teixeira alerta que a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República estaria preparando edital que prevê a contratação, sem concurso público, de jornalistas e relações públicas para cargos comissionados, com salários que variariam de R$ 6,5 mil a R$ 10 mil.
Segundo o articulista, não se sabe, ao certo, onde vão atuar os novos contratados: se na própria Secom, na EBC ou em outros órgãos do Executivo. A se confirmar a notíca, começa mal a TV Brasil e a EBC. Ao contrário do discurso do governo federal, de que não seria a TV do Lula, ficará difícil construir uma TV pública de fato, com cargos comissionados e conselho gestor com nomes indicados de acordo com o gosto da Presidência da República. A sociedade precisa ficar alerta e exigir mais participação no conselho gestor, para que a TV Brasil não seja cabide de empregos nem fique atrelada a governos.
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