ícone da arquitetura moderna no Brasil, Oscar Niemeyer, recebe nova homenagem pela passagem de seus 100 anos de vida. No Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR), a exposição Oscar Niemeyer: trajetória e produção contemporânea enfatiza o modo como o arquiteto concebe, projeta e detalha suas obras, por meio de croquis e desenhos livres e técnicos, além de numerosas maquetes que fazem parte da elaboração arquitetônica de Niemeyer. As obras, em exibição até 17 de agosto, traçam um panorama dos projetos do arquiteto desde 1936 até os mais recentes e inéditos. A exposição fica aberta de terça a domingo, das 10h as 18h.
Nela estão reunidos 48 projetos arquitetônicos, destacando-se alguns recentes como o Museu de Brasília, o Auditório do Ibirapuera, o Pavilhão da Serpentine (Londres, Inglaterra), e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Para ilustrar projetos anteriores já consagrados, o curador da mostra, Lauro Cavalcanti, incluiu a Universidade de Constantine (Argel, Argélia 1969) e a sede do Partido Comunista Francês (Paris, França 1965). O visitante poderá apreciar também projetos novos e inéditos, criados ao longo de 2007. Esses projetos estão representados pelo Parque Dona Lindu em Boa Viagem, no Recife, e dois planos para Brasília: a Praça do Povo, que completa o conjunto da Esplanada dos Ministérios, e a Torre TV Digital, cuja base, a 250 metros de altura, propicia uma vista panorâmica da capital federal.
Entre as obras ainda estão em exibição 19 maquetes, uma escultura em metal – Forma no Espaço 5 – de três metros de altura, que integra o acervo do Museu Oscar Niemeyer, uma peça de mobiliário – A Marquesa – e 80 desenhos e documentos originais, incluindo escritos de Niemeyer, pertencentes ao acervo da Fundação Oscar Niemeyer. A mostra é aberta por uma linha do tempo ilustrada pelas maquetes dos principais projetos, além de desenhos e frases curtas do arquiteto que conduzem o espectador pela trajetória de Niemeyer. Como marcos desse produtivo caminho, Pampulha e Brasília têm destaque especial.
Por essa importância, uma sala especialmente montada apresenta 50 fotografias de Pampulha e Brasília, realizadas pelo francês Marcel Gautherot e escolhidas por Niemeyer para comporem sua coleção pessoal. O segmento seguinte, A vida é mais importante que a arquitetura, é dedicado ao “engajamento político de Niemeyer face às injustiças do mundo e de seu apreço pelas curvas femininas”, ilustrados pelos desenhos, croquis e textos.
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