A artista plástica e gravadora Maria Bonomi faz palestra em São Paulo nesta terça-feira, dia 24 de junho, a partir das 19h30min, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731, Jardins), em São Paulo, sobre arte pública, tema do livro Maria Bonomi - Da gravura à arte pública. Organizada por Mayra Laudanna, a obra foi lançada recentemente pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Edusp e traz documentos e reflexões que iluminam o percurso da artista ítalo-brasileira, enfatizando a discussão sobre essa produção de grandes dimensões.
A palestra terá a participação do professor da USP e curador-coordenador do Masp, Teixeira Coelho, e entre os temas tratados por Maria Bonomi estarão a gênese da arte pública, sua legitimidade social e sua função como veículo de comunicação primordial na busca de visibilidade institucional. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (11) 3814-5811 . Nascida em Meina, Itália, em 1935, Maria Bonomi começou a expor em 1952. Considerada como uma das mais respeitadas artistas plásticas do Brasil, trabalha como gravadora, figurinista, cenógrafa e pesquisadora. Faz trabalhos de arte pública desde a década de 1970, com painéis em diversas cidades brasileiras e no exterior.
Obras de grandes dimensões, com materiais como concreto, solo-cimento e metal, concebidas para ocupar grandes espaços urbanos, estão presentes na trajetória de Maria Bonomi desde meados dos anos 70. Bonomi já realizou mais de 40 obras de arte nessa vertente, instaladas no Brasil e no exterior. A maior parte delas está na cidade de São Paulo. A mais recente, Etnias do Primeiro e Sempre Brasil - um painel de 50 metros de comprimento que apresenta a história dos índios brasileiros -, instalado na passagem subterrânea entre o memorial da América Latina e a estação Barra Funda do Metrô, foi inaugurada no final de janeiro.
Além de humanizar espaços vazios, a arte pública, segundo Bonomi, é uma provocação ao olhar e um ato de solidariedade que cria um referencial para a população. A proposta é ocupar o espaço urbano com painéis e esculturas que atraiam o olhar dos transeuntes, instaurando a percepção, o devaneio ou a reflexão. A artista quer formar o olhar do público anônimo, instigar - pela percepção visual - multidões que poucas chances têm de fruir emoções artísticas.
