Quando se comemora os 40 anos de um dos mais vibrantes e conturbados períodos da história contemporânea, o projeto Memória do Movimento Estudantil lança, no Rio de Janeiro, a exposição 68 – eles que amavam tanto a revolução. A mostra, no Museu da República (Rua do Catete, 153 – 2º andar), traça não só a linha do tempo deste ano, destacando os acontecimentos que marcaram o mundo e o país, como também contextualiza as principais bandeiras defendidas na época e apresenta os ídolos que inspiraram aquela juventude contestadora. Um vídeo de Silvio Tendler complementa a exposição e apresenta depoimentos de ex-militantes, além de imagens da época – algumas delas, cenas inéditas do acervo do cineasta.
A exposição encerra o projeto Memória do Movimento Estudantil. A iniciativa, que resgata a história dos estudantes brasileiros, é uma realização da Petrobras, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a União Nacional dos Estudantes – UNE – e o Museu da República. No dia da inauguração, no dia 4 de julho, além da exposição, também serão exibidos os dois documentários que Silvio Tendler fez como parte do projeto. A exposição permanecerá aberta até dia 3 de setembro. Os dois médias-metragens partem do acervo de documentários de ex-militantes, organizado pelos pesquisadores do projeto Memória do Movimento Estudantil, e renderam mais de 200 horas de gravação.
O primeiro deles, Memória do Movimento Estudantil – Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil, é focado na história política e faz um percurso cronológico sobre o período. Já o segundo, Memória do Movimento Estudantil – O afeto que se encerra em nosso peito juvenil, é mais subjetivo e explora, nas entrevistas e depoimentos, os aspectos culturais e comportamentais relacionados ao movimento estudantil.
Um dos principais destaques é o vídeo criado por Silvio Tendler especialmente para a mostra. Com 12 minutos, ele apresenta trechos dos cem depoimentos de ex-militantes que integram o acervo do projeto Memória do Movimento Estudantil, além de imagens inéditas, gravadas em 1968, que pertencem ao acervo do cineasta. Dividida em quatro salas, 68 – eles que amavam tanto a revolução é formada por grandes painéis de cores fortes, recheados de fotos de época, que destacam os principais acontecimentos do ano de 1968. A linha do tempo mostra, por exemplo, quando os estudantes franceses começaram a se mobilizar, em Nanterre e Paris. Também destaca como os jovens norte-americanos se mobilizaram contra a guerra do Vietnã e se aliaram à luta pelos direitos civis dos negros, além de pontuar acontecimentos ocorridos em outros países como México, Cuba, Tchecoslováquia, Itália e Vietnã.
Já a linha do tempo do Brasil mostra como os jovens tomaram as ruas do país e, principalmente, do Rio de Janeiro, para lutar contra a ditadura. Entre os destaques, estão a manifestação em favor do restaurante Calabouço (28 de março – foto1), quando o estudante Edson Luís é morto por policiais; a Passeata dos Cem Mil (em 26 de junho – foto2); o Congresso de Ibiúna (12 de outubro), quando foram presas as principais lideranças do movimento estudantil; além da decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que dá início ao período mais violento da ditadura militar no Brasil.
A exposição também recupera os acontecimentos e os personagens que mais influenciaram a juventude da época, como Karl Marx, Friederich Engels, Mao Tse-tung, Vladimir Lênin e Che Guevara. Há, ainda, espaço destinado aos slogans utilizados em 1968: Seja realista, peça o impossível; Faça amor, não faça guerra; É proibido proibir; e Corra, camarada. O velho mundo está atrás de você.




Por favor, qual o endereço, horário de visitação e preço da mostra sobre 1968?
obrigada,
Mariana
Por: Mariana Serafim em Sexta-Feira, Agosto 8, 2008
às 12:24
Mariana, aí vão as informações:
Museu da República
Rua do Catete, 153 2º andar
Rio de Janeiro
Exposição 68 – eles que amavam tanto a revolução
4 de julho a 3 de setembro de 2008
terça a sexta – 12h as 17h
sábado, domingo e feriados – 14h às 18h
Museu da República
Rua do Catete, 153 2º andar
Catete – Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3235.2650
Entrada: R$ 6 (inteira) – estudantes pagam meia; maiores de 65 e menores de 10 anos têm entrada franca
Quartas e domingos – entrada franca para todos
Por: Carlos Scomazzon em Sexta-Feira, Agosto 8, 2008
às 14:38