Publicado por: Carlos Scomazzon | Quarta-feira, Julho 16, 2008

Ciclo debate ‘A Garota Palestina’

Na última segunda-feira do mês, dia 28 de julho, às 20 horas, o Centro da Cultura Judaica segue com o Ciclo de Dramaturgos Israelenses, em São Paulo, dentro do projeto Leituras Dramáticas, com a leitura de A Garota Palestina, de Joshua Sobol. Produzido por Flávio Goldman e com direção de Heitor Goldflus, o texto será comentado pelo ator e crítico Alberto Gusik, durante bate-papo com o público. A peça teatral foi apresentada em 1985, dois anos antes da primeira Intifada (a longa rebelião palestina contra a ocupação israelense) e oito antes dos Acordos de Oslo.

A Garota Palestina procura traduzir a complexidade da sociedade israelense através das relações entre um grupo de atores envolvidos na produção de um filme para televisão e, paralelamente, das relações entre seus personagens, numa estrutura complexa de peça-dentro-da-peça. Ao colocar atores judeus e palestinos representando personagens com papéis sociais e políticos muitas vezes opostos aos que desempenham na realidade, Sobol constrói um jogo de identidades e sinaliza que só se vislumbrará o caminho da paz quando os dois povos aprenderem a interagir, a contracenar, como a troupe de artistas de A Garota Palestina.

Josua Sobol nasceu em Israel, em 1939, viveu em um kibbutz e formou-se em filosofia na Sorbone. Sua primeira peça de teatro estreou em 1971 no Teatro Municipal de Haifa, no qual trabalhou durante um bom tempo como dramaturgo e assistente da direção artística. A polêmica em torno de uma de suas obras fez com que deixasse o cargo, passando a dedicar-se apenas ao ofício de escritor. Suas peças somam mais de três dezenas, muitas produzidas também no exterior, sempre com grande destaque. Mais recentemente, passou a se exercitar também como diretor, encenando vários de seus textos.

Sob curadoria de Silvana Garcia, a Leitura Dramática ocorre sempre às últimas segundas-feiras de cada mês no teatro Centro da Cultura Judaica - Rua Oscar Freire, 2500, ao lado do metrô Sumaré. Informações pelo telefone (11) 3065-4333 ou no site. A programação tem entrada franca, mas quem quiser contribuir com o departamento sociocultural da instituição pode trocar um quilo de alimento não-perecível por um ingresso.


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