O Mozarteum Brasileiro traz a mezzo-soprano Frederica von Stade para dois concertos na Sala São Paulo, nos dias 4 e 6 de agosto, em São Paulo. Com o acompanhamento do pianista norte-americano Jake Heggie, a cantora norte-americana irá apresentar um repertório variado. Considerada pelo jornal New York Times como “uma das melhores intérpretes e cantoras da América”, é a terceira vez que Frederica se apresenta em São Paulo. Sua última vinda foi em 2001 e sua estréia paulistana aconteceu em 1995.
Especialista em bel canto, Frederica se destaca no papel das heroínas, como em O Barbeiro de Sevilha de Rossini, e é uma das intérpretes favoritas de todos os grandes trouser roles - papéis masculinos interpretados por mulheres. Além de pianista, Jake Heggie é o compositor das aclamadas óperas Dead Man Walking (da qual uma das canções será interpretada por Frederica em São Paulo) e The End of the Affair, do drama lírico To Hell and Back e da cena musical At the Statue of Vênus.
Frederica von Stade apresenta-se com todas as principais companhias de ópera dos Estados Unidos. Na Europa, diversas montagens foram preparadas para ela no Teatro alla Scala, na Royal Opera Covent Garden, na Ópera Estatal de Viena e na Ópera de Paris. O repertório orquestral de Frederica abrange desde obras do período barroco até os compositores de hoje. Acumulou elogios da crítica e do público com o seu vasto repertório francês e é uma das melhores intérpretes de Shéhérazade de Ravel, Les nuits d’ête de Berlioz e Les chants d’Auvergne de Canteloube, além das canções orquestradas de Debussy e Duparc.
Agraciado com o Guggenheim Fellowship de 2005/2006, Heggie também compôs mais de 200 canções, além de concertos, peças orquestrais e música de câmara. Suas canções, ciclos de canções e óperas são interpretados internacionalmente por cantores como Frederica von Stade, Susan Graham, Audra McDonald e Patti LuPone. As gravações de suas obras incluem The Deepest Desire (Eloquentia), Dead Man Walking (Erato), The Faces of Love (RCA), My Native Land (Teldec), e Holy the Firm: Essay for Cello and Orchestra (Oakland East Bay Symphony com o violoncelista Emil Miland).
