Em agosto, o Centro da Cultura Judaica inaugura, em São Paulo, as exposições Anima São Paulo, da artista plástica Susi Sielski Cantarino, e Criptojudeus – Uma Chama que a Inquisição Nunca Conseguiu Apagar, criada pela instituição israelense Shavei Israel. Anima São Paulo apresenta documentos e objetos inéditos de Ferdinand Levi, avô de Susi, sobrevivente do Campo de Concentração de Theresienstadt. São 30 peças, entre desenhos, instalações e quadros, onde a artista plástica, designer e fotógrafa reinventa a memória de seus antepassados numa encenação em que o vivido é retalhado. Susi visitou o tema do preconceito e da discriminação sem ser panfletária, apesar de tratar de um dos mais terríveis períodos da história humana. A mostra foi premiada com o segundo lugar na Bienal de Firenze, na Itália, em 2005, e esteve em cartaz no Museu do Louvre, em Paris, e no Museu Histórico do Rio de Janeiro.
Já a mostra Criptojudeus – Uma Chama que a Inquisição Nunca Conseguiu Apagar retrata o judaísmo na Península Ibérica antes, durante e depois da Inquisição. Cripto, em hebraico, significa segredo, e os judeus perseguidos e obrigados a converterem-se ao cristianismo na Espanha e Portugal do século XV são chamados criptojudeus. A exposição é composta por quatro partes: O Judaísmo na Península Ibérica até 1497, Os Costumes dos ‘Bnei Anussim’ (descentes dos judeus forçados à conversão) na Clandestinidade, Os ‘Bnei Anussim’ na Atualidade e O Fenômeno dos ‘Bnei Anussim’ no Brasil“. Reúne painéis que retratam o judaísmo na Península Ibérica até 1497, os costumes dos criptojudeus na clandestinidade, os judeus perseguidos na atualidade e a vinda ao Brasil.
As exposições têm abertura para convidados e para imprensa dia 5 de agosto, terça-feira, às 20 horas. A mostra Criptojudeus – Uma Chama que a Inquisição Nunca Conseguiu Apagar fica em cartaz até 22 de agosto, e Anima São Paulo segue até 31 de outubro. A entrada é franca, mas quem quiser contribuir com o departamento sociocultural pode trocar o ingresso por um quilo de alimento não perecível a ser doado ao projeto Ajuda Alimentando mantido pela instituição. A programação completa do Centro da Cultura Judaica pode ser conferida através do site.



