Publicado por: Carlos Scomazzon | Domingo, Setembro 14, 2008

‘Depoimentos para a Posteridade’ recebe Turibio Santos

Neste mês de setembro, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ) contará com a participação do violonista Turibio Santos na série Depoimentos para a Posteridade. O evento é gratuito e acontecerá nesta quarta-feira, dia 17 de setembro, às 13h30min, na sede da Praça XV. Mais informações com a Assessoria de Comunicação e Marketing do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro pelos telefones (21) 2299-2816 e (21) 9688-2851 ou pelo site do Museu.

Turibio Soares Santos nasceu em 1943, em São Luis do Maranhão. A família radicou-se no Rio de Janeiro em 1946. Em 1955, conhece três personagens importantes na sua vida: Antônio Rebello (que viria a ser seu professor de violão), Hermínio Bello de Carvalho (poeta, produtor e aluno de Antônio Rebello) e Jodacil Damaceno (violonista assistente de Antônio Rebello). Com Rebello formará uma sólida base profissional, Jodacil vai lhe mostrar todo o universo do violão clássico e Hermínio o da música popular com os amigos Jacó do Bandolim, Ismael Silva, Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, Araci de Almeida, Dino 7 cordas, César Farias, Nicanor Teixeira, Elizeth Cardoso, Radamés Gnattali e Pixinguinha.

Já estudando com Antônio Rebello, Turibio conhece Heitor Villa-Lobos em 1958, numa conferência do compositor na Escola de Canto Orfeônico, na Urca. Em 1961, Turibio tocará para Arminda Villa-Lobos e será por ela convidado a gravar a primeira versão integral dos 12 Estudos do maestro (dedicados a Andrés Segóvia). Em 1965, ganha o 1º Prêmio do Concurso Internacional da ORTF em Paris e lança sua carreira internacional. Com a vitória no VII Concours International de Guitare da ORTF (Office de Radiodiffusion et Television Française), tem a oportunidade de radicar-se na França.

Em 1974, Turibio Santos, fixa residência novamente no Rio de Janeiro embora viaje permanentemente até 1980, quando decide suspender as grandes turnês internacionais. Turibio Santos foi condecorado como Chevalier de la Legion D’Honneur pelo Governo Francês em 1985 e pelo Governo Brasileiro como Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul em 1989.


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