A mostra Piauí, que o fotógrafo Paulo Laborne expõe na Galeria de Arte da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) até 1º de outubro, traz o artista de volta à temática brasileira, às raízes do país. Após a mostra, as obras serão negociadas com exclusividade pela AM Galeria de Arte. Segundo a marchand e proprietária da galeria, Ângela Martins, Paulo Laborne é um artista de renome internacional e suas fotografias devem ser ambientadas como verdadeiras obras de arte nas residências. A exposição Piauí pode ser visitada na Galeria de Arte da Cemig (Avenida Barbacena, 1.200 – Santo Agostinho), em Belo Horizonte, entre 8h e 19h, de segunda a sexta-feira. A entrada é franca.
Piauí é uma exposição que marca o retorno de Paulo Laborne ao interno, já que as últimas mostras foram sobre suas andanças internacionais. “É uma volta ao Brasil mostrando o Piauí. É um dos Estados mais pobres do país, e a cultura do nordestino, no ambiente da caatinga, de seca, é algo muito forte”, destaca o artista. As fotos demonstram a integração de uma região inóspita, de difícil sobrevivência. “É uma dura realidade que vai ao encontro com o amor que o nordestino tem pela sua terra, pelos seus costumes, enfim sua cultura. Ele passa por inúmeras dificuldades, mas não quer deixar o sertão”, reforça o fotógrafo.
Paulo Laborne, mineiro de Abaeté, é fotógrafo e cineasta, com premiações nas áreas de fotografia, cinema e vídeo. Estudou desenho e cinema na Escola de Belas Artes da UFMG e fez curso avançado de fotografia na PUC Minas. O artista já realizou diversas exposições temáticas individuais, dentre elas Art Deco – Miami Beach, Automóveis Antigos, Teatro Mineiro, Mulheres e Drag Queen, e cerca de 50 exposições coletivas. Também fez parte da equipe técnica dos cineastas brasileiros Walter Lima Júnior, Gustavo Dahl, Fernando Cony Campos, Fernando Meirelles e Alberto Graça. Nos últimos seis anos teve fotos incluídas entre as 50 melhores fotos de publicidade, no Brasil, pela Fundação Conrado Wessel.



