Marcando a segunda edição do projeto Cultura de Paz: a ética da convivência, cuja proposta é difundir o conceito da coexistência por meio de atividades culturais que enfatizam a importância de se viver em um mundo harmônico, o Centro da Cultura Judaica inaugura, em São Paulo, a mostra Judeus na Amazônia em sua Galeria. A exposição reúne fotos, documentos, cartas, objetos, depoimentos e vídeos para contar a história da imigração judaica para um dos destinos mais improváveis de que se tem notícia.
A formação da comunidade nesta região começou impulsionada pela pobreza e perseguições sofridas pelos judeus no Marrocos. Devido a uma confluência de condições políticas que facilitaram sua saída para o Brasil, muitos imigraram rumo à Amazônia em busca de riquezas e liberdade de culto. De 1810 a 1910, estes imigrantes espalharam-se por inúmeras cidades do interior da Amazônia, como Santarém, Alenquer, Parintins e Cametá, e também por suas capitais, Belém e Manaus. Neste período, ajudaram a construir a própria história da região, marcada pelo ciclo das drogas do sertão e, mais tarde, pelo ciclo da borracha, que transformou a floresta no ‘El Dorado’ de seu tempo.
O estabelecimento de judeus na região amazônica possui um significado ainda não compreendido em toda a sua extensão, tanto em relação à história da presença judaica no Brasil quanto a uma parte pouco documentada da própria história do País. Com direção-geral de Ary Perez e coordenação de conteúdo de Thaís Teixeira, Judeus na Amazônia traz à luz a singularidade do processo de instalação e sobrevivência de judeus imigrantes na selva e os efeitos diretos e indiretos de sua presença.
A exposição Judeus na Amazônia fica em cartaz de 12 de outubro até 4 de novembro na Galeria do Centro da Cultura Judaica, à Rua Oscar Freire, 2500, em São Paulo, ao lado da estação Sumaré do metrô. Informações pelo telefone (11) 3065-4333 ou no site do Centro da Cultura Judaica.




TEM mapa mostrando onde o imigrantes se espalharam.
Por: TATIANE FABIANO em Sexta-Feira, Setembro 25, 2009
às 12:32