A mostra Sutil Violento, levada pelo Itaú Cultural à sala Matta Rosa do Museu Nacional de Belas Artes de Santiago do Chile, abre para o público no dia 29 de outubro (com inauguração no dia 28 para convidados) e permanecerá em cartaz até 18 de janeiro de 2009. Parte integrante do Festival FotoAmérica 2008 - um projeto da Fundação América, instituição sem fins lucrativos que busca a integração por meio da arte – o evento dá uma dimensão da produção da fotografia documental e artística que permeia a Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. Segundo o curador da mostra, o fotógrafo Iatã Cannabrava, em Sutil Violento a fotografia ajuda a transitar pelas possíveis causas e conseqüências da violência no continente latino-americano: pobreza, colonialismo, massificação, consumismo, desaculturação, diferenças sociais, intolerância, frustração, melancolia, e um sem fim de outros tênues e duros adjetivos. Quase 50 obras da fotografia latino-americana compõem a exposição. Apesar de ter escolhido a questão da violência como carro-chefe, ficou evidente, para o curador, que a reflexão sobre a fotografia em si – a obra e não o tema – era o mais importante.
Os 16 artistas convidados transitam o tempo todo na tênue linha que define o que é fotografia documental. Da Argentina, Ananke Assef traz a obra Potencial, enquanto Eduardo Gil apresenta Solidão Faraônica e Marcos López exibe Carnicera, da série Sub-Realismo Criollo. Fechando o grupo argentino, o fotógrafo RES traz Intervalos Intermitentes, ensaio no qual reflete sobre as marcas deixadas pela história militar nas pessoas e as que o próprio cotidiano desenha no corpo de cada um. André Cypriano, Júlio Bittencourt e Miguel Rio Branco representam o Brasil. Cypriano mostra Cidades Órfãs. Bittencourt exibe Numa Janela do Edifício Prestes Maia, 911, registro latente da invasão urbana de São Paulo, enquanto Miguel Rio Branco mostra a instalação Cão Chão Sangue.
O Chile apresenta Pablo Rivera, com Take&Run. De Cuba vem a obra Mi Casa Es Su Casa, Mi Hogar Es Su Hogar, de René Pena. Rodolfo Walsh, salvadorenho residente na Guatemala, traz Héroes Caídos. Duas mulheres vêm do México: Daniela Edburg, que traz Drop Dead Gourgeous, e Maya Goded, da tradicional agência fotográfica francesa Magnun, com Desaparecidas. Do Panamá vem Rachelle Mozman com Costa del Este. A série Fiat Voluptas Dei é do paraguaio Fredi Casco. A obra Los Pasos Perdidos é da peruana Milagros de la Torre, autora de Punzo Cortante. Finalmente, o venezuelano Nelson Garrido traz Caracas Sangrante, da série Caracas Utópica.




