Lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e pela Edusp em 2008, Clarice Fotobiografia chega à segunda edição e terá lançamento na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, durante o I Colóquio Clarice Lispector. Marcado para os dias 1º e 2 de abril, o encontro contará com Nádia Battella Gotlib, autora da obra, como palestrante. Uma exposição com 20 imagens do livro ficará aberta ao público até o dia 1º de maio.
O absurdo da vida cotidiana, o conflito entre a imaginação e a realidade e entre o eu e o mundo são temas constantes na obra de Clarice Lispector. Para tentar entrar nesse complexo universo, pesquisadores brasileiros e portugueses se reúnem na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, nos dias 1º e 2 de abril no I Colóquio Clarice Lispector. A palestra de abertura será feita por Nádia Battella Gotlib, autora do livro Clarice Fotobiografia, lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Edusp em 2008 e que chega agora à segunda edição.
Uma exposição com 20 imagens selecionadas da obra de Nádia, organizada pela Imprensa Oficial, Edusp e Missão diplomática junto à comunidade dos países de língua portuguesa, ficará aberta ao público de 1º de abril a 1º de maio. São fotos de Clarice no formato 30×40 cm que retratam vários momentos de sua vida, além de reproduções de manuscritos e de sua certidão de nascimento.
Nádia Battella Gotlib é professora da Universidade de São Paulo e considerada uma das maiores especialistas em Clarice Lispector. Ela foi responsável pela reunião das mais de 800 fotos – algumas delas inéditas – de Clarice Fotobiografia. Esta vasta documentação, proveniente do Arquivo Clarice Lispector da Fundação Casa de Rui Barbosa, e de outros acervos públicos e particulares, contextualiza cada momento da trajetória da escritora. A relação com as irmãs, Elisa e Tania; com amigos, como Lucio Cardoso, Rubem Braga, Antonio Callado, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Raul Bopp, Ribeiro Couto, Érico Veríssimo; com escritores, como Giuseppe Ungaretti; o nascimento dos dois filhos no exterior; a separação do marido; a volta definitiva ao Brasil; a produção jornalística, a oposição à ditadura – tudo isso vai sendo tecido aos poucos, à medida que o leitor vira as páginas.
Além das fotografias, o material reunido traz anotações, trechos manuscritos de obras, documentos pessoais, cartas que Clarice escreveu e recebeu, capas de seus livros, de livros que leu e traduziu, depoimentos de parentes e amigos, reproduções fac similares de entrevistas que fez e concedeu, pinturas de sua autoria, retratos dela feitos por pintores como Giorgio de Chirico, Carlos Scliar e Dimitri Ismailovitch – e até o fac símile de seu primeiro conto publicado, O triunfo, que saiu na revista Pan, em 1940.



