O Projeto Pedagógico da 7ª Bienal do Mercosul dá início às atividades desta edição com o programa de residências Artistas em Disponibilidade, que vai levar 12 projetos de 14 artistas a diversas regiões do Rio Grande do Sul para trabalharem suas metodologias com as comunidades locais. Quatro projetos já estão sendo aplicados: Dicionário de Certezas e Intuições, da artista argentina Diana Aisenberg, em Porto Alegre; Coleção Vicinal, do chileno Gonzalo Pedraza, em Caxias do Sul; A Grande Troca, do francês Nicolas Floc’h, em Porto Alegre e Transposição de um estudo para um retrato comum, dos uruguaios Francisco Tomsich e Martín Verges, em Riozinho.
Em agosto, o artista carioca Ricardo Basbaum chega a Pelotas para coordenar o projeto Você gostaria de participar de uma experiência artística? e Diana Aisenberg volta a Porto Alegre para concluir suas oficinas artísticas em cinco escolas da capital. O Programa de Residências Artistas em Disponibilidade é coordenado pelo Projeto Pedagógico da 7ª Bienal do Mercosul e vai levar 14 artistas a diferentes regiões do estado do Rio Grande do Sul.
Cada artista vai trabalhar suas próprias metodologias educativas nas comunidades escolhidas, com o objetivo de inserir esses projetos artísticos no sistema educativo e incentivar a interdisciplinaridade entre práticas artísticas e não-artísticas. As cidades já confirmadas e as regiões contempladas no Programa de Residências são Porto Alegre, região da Grande Porto Alegre, São Leopoldo, região dos Vales, Pelotas, Caxias do Sul, Santa Maria, região da Fronteira, além de Tavares e litoral sul, e a cidade de Riozinho, no litoral norte.
Participam das residências quatro artistas brasileiros (João Mode – Projeto REDE; Júlio Lira – Percursos Urbanos e mediação de saberes; Ricardo Basbaum – Você gostaria de participar de uma experiência artística?; Maria Helena Bernardes e Andre Severo – Areal); quatro artistas da Argentina (Diana Aisenberg – História(s) da arte – Dicionário de Certezas e Intuições ; Claudia del Río – Clube do desenho; Diego Melero – Aulas de Ginástica e Filosofia política; Rosario Bléfari – A realidade em partituras, laboratório de escritura e canções), um artista da Colômbia (Nicolás Paris – Laboratório de desenho), um curador do Chile (Gonzalo Pedraza – Coleção Vicinal); um coletivo de artistas do Uruguai (Francisco Tomsich e Martín Verges – Transposição de um estudo para um retrato comum) e um artista francês (Nicolás Floc’h – A grande troca, projeto para desejos coletivos).
A 7ª edição da Bienal do Mercosul será realizada em Porto Alegre, de 16 de outubro a 29 de novembro deste ano, em três espaços expositivos: Armazéns do Cais do Porto, Santander Cultural e MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul. O título da mostra, Grito e Escuta, explora a comunicação multidirecional através de múltiplas linguagens. Portanto, a 7ª Bienal explora a sonoridade, o movimento corporal, a vivência social e a vivência pedagógica como partes integrantes da experiência artística. Esta edição está organizada em sete exposições, um projeto pedagógico, um programa editorial e de comunicação, um sistema de rádio e diversos programas culturais que vão acontecer ao longo de toda a Bienal, dentro e fora dos espaços expositivos.




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