Publicado por: Carlos Scomazzon | terça-feira, agosto 4, 2009

Cinemateca irá digitalizar acervo da extinta Atlântida

Grande parte dos filmes estrelados por artistas brasileiros, consagrados na década de 50, como Oscarito, Grande Otelo, Zé Trindade e Dercy Gonçalves serão digitalizados e estarão à disposição do público até o final deste ano. A divulgação gratuita do material será possibilitada porque o Ministério da Cultura adquiriu todo o arquivo da extinta Companhia Atlântida Cinematográfica.

Entre o acervo estão filmes de longa e curta metragem, documentos de época, cinejornais e fotos. A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, instituição vinculada ao MinC, vai ficar responsável pela restauração, digitalização, preservação e divulgação do material. “Essa aquisição vai garantir uma maior acessibilidade a elementos audiovisuais importantes para a história do cinema brasileiro”, afirmou a diretora adjunta da Cinemateca, Patrícia de Filippi. Ela também lembrou que a iniciativa faz parte de uma política inovadora do MinC que visa divulgar de maneira não comercial filmes e fotos desse período.

A Cinemateca Brasileira já possui o maior acervo de imagens em movimento da América Latina, são cerca de 200 mil rolos de filmes, que correspondem a 30 mil títulos. Com a aquisição do material da Companhia Atlântida a instituição pretende reforçar seu acervo e aumentar ainda mais a divulgação e o acesso aos conteúdos audiovisuais tipicamente brasileiros, afirmou a diretora adjunta. O conteúdo, a ser digitalizado, será incluído no Programa Banco de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros, que já foi iniciado e tem orçamento estimado de R$ 30 milhões para o período de 2008 a 2010. No ano de 2008, o MinC alocou R$ 5 milhões para o projeto.

Companhia Atlântida Cinematográfica – Produtora de cinema brasileira fundada em 1941 por Moacir Fenelon, Alinor Azevedo e José Carlos Burle. Estreou com Moleque Tião, filme que daria o tom das primeiras produções: temas nacionais. Logo, porém, predominou a chanchada – comédias de enredo primário, que exploravam a popularidade dos ídolos do rádio e atores do teatro de revista. Com baixo custo e grande apelo popular, filmes como Nem Sansão nem Dalila, Aviso aos navegantes, Aí vem o Barão e Carnaval Atlântida consagraram a Companhia. A chanchada dominou o mercado até meados da de 1950, promovendo comediantes como Oscarito, Zé Trindade, Grande Otelo e Dercy Gonçalves.

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