Publicado por: Carlos Scomazzon | quarta-feira, setembro 9, 2009

Filme investiga mistério sobre a morte de João Goulart

imagem13198O Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre exibirá o documentário Jango em 3 Atos, de Deraldo Goulart, às 14 horas desta quinta-feira (10/9), no Teatro Glênio Peres (Avenida Loureiro da Silva, 255, 2º piso), com entrada franca. No dia seguinte, às 14 horas, na sala 301, haverá debate sobre o filme, com as presenças de Deraldo, jornalista da TV Senado; de Christopher Goulart, neto de Jango e conselheiro do Movimento dos Direitos Humanos do RS (MDHRS) e do Instituto Presidente João Goulart; de Jair Krischke, conselheiro do MDHRS; e de Carla Simone Rodghero, professora do curso de História da Ufrgs. Com 144 minutos de duração, Jango em 3 Atos foi produzido pela TV Senado com apoio do Instituto João Goulart. Retrata a vida, o governo (de 1961 a 1964) – abreviado pelo golpe militar – e o exílio do ex-presidente João Goulart, com destaque para os relatos de espionagem e o mistério envolvendo sua morte, ocorrida há 33 anos. “A preocupação maior, desde o início, foi dar mais ênfase à parte do exílio, período pouco conhecido da vida de Jango”, diz o jornalista.

De acordo com Deraldo, o ex-presidente não deixou a militância política entre 1964 e 1976. Até a sua morte, na Argentina, foi influente no cenário latino-americano. “Jango foi um importante homem de negócios, trabalhou no Uruguai para desenvolver a agropecuária e para que a carne argentina chegasse aos países árabes”, afirma. Conforme Deraldo, graças a sua influência, João Goulart teria despertado a reação dos militares. O filme mostra que, desde sua chegada ao Uruguai, em 4 de abril de 1964, o ex-presidente passou a ser vigiado com frequência por autoridades daquele país e do Brasil. “Inclusive o Itamaraty exigia que os exilados fossem todo mês à Delegacia de Polícia para assinar o ponto”, relata o diretor.

Para o jornalista, revelar a faceta escondida da história é fundamental, uma vez que muitos fatos permanecem ocultos. Segundo Deraldo, há suspeitas de que Jango não morreu de ataque cardíaco provocado por causas naturais, como o divulgado oficialmente. “Há suspeitas de que ele teria sido envenenado”, afirma. “A tese é de que os remédios controlados que o ex-presidente consumia para tratamento cardíaco teriam sido substituídos por comprimidos de potássio.”

Deraldo Goulart é gaúcho de Estrela e formado em Jornalismo pela Universidade do Vale dos Rio dos Sinos (Unisinos). Foi repórter da RBS TV no Rio Grande do Sul e da sucursal em Brasília. Atualmente exerce a função de documentarista da TV Senado. Com especialização em cinema na Escola Internacional de Cine e TV de San Antonio de los Banhos, em Cuba, o jornalista ficou em segundo lugar no Festival Internacional de Filmes Militares da Itália, com a série Os Fortes do Brasil. Jango em 3 Atos já foi exibido no Uruguai e em Cuba. Informações no Memorial da Câmara, pelos telefones (51) 3220-4187 e 3220-4318.

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