Publicado por: Carlos Scomazzon | terça-feira, novembro 10, 2009

Livro da Summus conta a história do cinema mudo

Em plenos anos 1970, quando o produtor e diretor Mel Brooks anunciou que seu próximo filme – A Última Loucura de Mel Brooks – seria uma produção muda, muita gente torceu o nariz. Para o inconsciente coletivo, cinema mudo era sinal de subdesenvolvimento cinematográfico. Mas a história registra que o que conhecemos como cinema nasceu na fase em que os filmes ainda não sabiam falar. Com exceção, é claro, dos musicais, tudo começou no cinema mudo. O filme sem palavras é a base, a essência e o ponto de partida. Daí a importância de conhecer melhor esse período. No livro Vocês ainda não ouviram nada – A barulhenta história do cinema mudo (224 p., R$ 59,90), lançamento da Summus Editorial, o jornalista e crítico de cinema Celso Sabadin resgata a história dos filmes mudos desde seus primórdios, contando de forma leve e divertida os principais acontecimentos que marcaram sua trajetória. O lançamento acontece no dia 18 de novembro (quarta-feira), a partir das 19h, na Livraria do Espaço Unibanco (Rua Augusta, 1475 – Cerqueira Cesar – SP).

Escrito por um dos maiores críticos de cinema da atualidade, o livro reúne histórias sobre as invenções tecnológicas que levaram à criação do cinema; os precursores dos famosos irmãos Lumière; o início dos grandes estúdios norte-americanos; as primeiras comédias; o cinema alemão e as produções russas; os diretores e produtores pioneiros; os astros e estrelas; o cinema de animação; e os primeiros passos do Brasil na era da cinematografia. “O objetivo é eliminar o preconceito, mostrar que era um cinema elaborado e foi uma base importante”, afirma o autor.

Essa nova edição – ampliada, revista e reescrita – chega doze anos depois da primeira e integra a coleção Biblioteca Fundamental de Cinema, da Summus Editorial, dirigida pelo produtor e diretor de longas-metragens Francisco Ramalho Jr. Resultado de uma cuidadosa pesquisa, que durou cinco anos, o livro fala sobre o nascimento e o desenvolvimento da indústria cinematográfica em vários países, como Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Rússia, Austrália e Brasil. O autor contextualiza os momentos marcantes do cinema mudo com o cenário histórico mundial e as consequências para o mundo das artes.

Em sua análise, Sabadin situa o aparecimento do star system, a criação da linguagem cinematográfica, o surgimento das técnicas, a animação, as salas de exibição, o controle do cinema por leis, a relação do cinema com o Estado e, em particular, a descoberta do domínio do cinema sobre as massas e o aproveitamento desse fato pelos regimes democráticos e, também, pelos autoritários. Com um texto simples e direto, o autor revela histórias interessantes sobre a carreira de ícones como Charles Chaplin, o Gordo e o Magro, Greta Garbo, Rodolfo Valentino, D.W. Griffith, Thomas Edison, Georges Méliès, os irmãos Warner e tantos outros que forjaram os primeiros anos da sétima arte. O livro traz ainda muitas curiosidades sobre os bastidores de grandes produções e os avanços que acabaram culminando no cinema falado.

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