Publicado por: Carlos Scomazzon | sábado, abril 10, 2010

Imprensa Oficial lança três livros na Pinacoteca de São Paulo

Um fotógrafo obcecado pela perfeição em suas imagens, o relato dos combates de 1924 na capital paulista pelo talento de um repórter que consegue transportar o leitor para o local dos acontecimentos e uma análise criteriosa das principais obras da Pinacoteca sob a ótica dos principais especialistas em arte no País. Livros que contam, cada um ao seu estilo, um pouco da história do Estado de São Paulo. Raízes: Árvores na paisagem do Estado de São Paulo tem 60 fotografias de espécies arbóreas clicadas por Valdir Cruz por 30 cidades paulistas; 1924 – O Diário da Revolução: os 23 dias que abalaram São Paulo traz fotos históricas e um relato preciso do autor, Duarte Pacheco Pereira, sobre os 23 dias de combates entre jovens oficiais rebelados na capital paulista e tropas federal e Arte Brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo – do Século XIX aos anos 1940, organizado por Taisa Palhares, mostra alguns dos principais trabalhos da instituição sob o olhar de especialistas.

O lançamento conjunto aconteceu no dia 27 de março, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. No mesmo espaço está a mostra de 30 fotografias da obra de Valdir Cruz, já adquiridas para integrar o acervo do Palácio dos Bandeirantes. A exposição poderá ser visitada até o dia 2 de maio. Raízes: Árvores na paisagem do Estado de São Paulo é resultado de mais de um ano de pesquisa e cerca de 16 mil quilômetros percorridos em 4 meses, nos quais Valdir Cruz e sua equipe passaram por estradas, fazendas, beiras de rios e trilhas, muitas vezes com ajudas de mateiros. O autor explica que a ideia do projeto não era fotografar qualquer árvore, ele queria exemplares representativos, que tivessem algo a dizer. Todas têm quase 100 anos ou mais, o que pode ser percebido pelas suas dimensões e beleza. Para chegar até elas, Valdir teve a ajuda da paisagista Renata Tilli na pesquisa.

Valdir mora há mais de 30 anos nos Estados Unidos, mas mantém as raízes na escolha dos temas de vários de seus livros e exposições. Desta vez ficou quase um ano no Brasil para chegar à seleção que integra o livro. Ele tornou-se um “caçador de árvores”, tendo percorrido 30 cidades paulistas, de Itaberá a Cunha, de Rifaina e Ibitinga, de Estiva Gerbi a Santa Fé do Sul. Durante a jornada, fotografou 120 árvores, de 80 espécies diferentes, num total de mais de 750 cliques. A obra conta ainda com um ensaio do escritor Ignácio de Loyola Brandão.

Escrito pelo jornalista e escritor Duarte Pacheco Pereira. 1924 – O Diário da Revolução: os 23 dias que abalaram São Paulo resgata a Revolução de 1924, pouco conhecida da maioria dos paulistanos e um dos episódios mais violentos da história do País, travado nas ruas, praças e prédios da cidade de São Paulo entre os dias 5 e 23 de julho daquele ano. Com base em relatos pessoais de revoltosos, reconstituições de historiadores, documentos, jornais e imagens daquele período, o autor produziu uma reportagem histórica acurada, abrangente e tensa, que transporta o leitor para a cidade conflagrada, desde a tomada dos primeiros quartéis até a retirada das tropas rebeladas, após 23 dias de combates.

Em Arte Brasileira na Pinacoteca do Estado de São Paulo – do Século XIX aos anos 1940, livro coeditado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Cosac Naify, alguns dos mais respeitados críticos e historiadores nacionais fazem uma análise aprofundada e reveladora sobre as obras mais significativos do acervo da Pinacoteca. Em 240 páginas ricamente ilustradas, o livro traz também um resumo das leituras monográficas apresentadas por especialistas em um ciclo de 16 conferências realizadas em 2003 e um registro histórico da arte brasileira e da Pinacoteca, desde a sua fundação.

Organizado por Taisa Palhares, o livro inclui análises de grandes mestres como Carlos Lemos, José Roberto Teixeira Leite, Luciano Migliaccio, Aracy Amaral e Tadeu Chiarelli, que analisam obras e artistas exemplares da arte brasileira: Almeida Junior, Pedro Américo, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Cândido Portinari, Anita Malfatti e Victor Brecheret. Conforme explica a organizadora já na introdução, a seleção obedeceu a dois parâmetros: “a relevância da obra dentro do conjunto do acervo – que evidentemente responde a uma visão particular da arte brasileira – e a importância do artista para a formação da arte no Brasil”.

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  1. Comentario…

    [..]Articulo Indexado Correctamente[..]…


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