Publicado por: Carlos Scomazzon | terça-feira, maio 25, 2010

Livro mostra trajetória de sete jornalistas

A Comissão Especial que vai proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição 386/09, conhecida como a PEC dos Jornalistas poderá ser instalada ainda em maio na Câmara dos Deputados. Enquanto a categoria se mobiliza pela obrigatoriedade do diploma, os jornalistas José Marques de Melo e Francisco de Assis lançam o livro Valquírias Midiáticas (Editora Arte e Ciência), com a luta de sete mulheres ícones na atuação acadêmica do jornalismo. O livro mostra a trajetória de Adísia Sá, Anamaria Fadul, Cremilda Medina, Lucia Santaella, Maria Immaculada Vassallo de Lopes, Sonia Virgínia Moreira e Zélia Leal Adguirni. O título do livro, Valquírias Midiáticas, remete à primeira revista feminina do Brasil – Walkyrias –, lançada na década de 1930 pela jornalista-empresária Jenny Pimentel de Borba, época da Constituição de 1934, que garantiu o direito de voto à mulher e que a incentivava a tomar consciência de seu papel de cidadã. Os sete perfis que compõem o livro são assinados por alunos e ex-alunos do programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo. Além de abordar as incursões das pesquisadoras pelo campo acadêmico, os autores revelam traços de suas vidas pessoais e apontam, também, o trabalho que muitas delas desenvolveram na mídia. A noite de autógrafos acontece dia 26 de maio, às 19h, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

Quem são as Valquírias Midiáticas?

Adísia Sá – cearense, foi primeira mulher a integrar uma redação de jornal, a Gazeta de Notícias, em 1955. Foi a primeira repórter policial feminina, primeira mulher sindicalizada no estado do Ceará e fundadora do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará.

Anamaria Fadul – pesquisadora da comunicação no Brasil e América Latina, foi presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM) de 1983 a 1985. Analista da qualidade das escolas de Comunicação e o papel da televisão na sociedade brasileira.

Cremilda Medina – portuguesa de nascimento, a jornalista foi uma das pioneiras no curso de jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e teve destaca atuação na mídia paulista – Jornal da Tarde, Tv Bandeirantes, Tv Cultura – e na vida acadêmica na Universidade de S.Paulo.

Lucia Santaella – uma das principais referências nacional e internacional sobre estudos da Semiótica, com atuação de estudos em Tecnologia e Cibercultura pela PUC-SP, foi articulista de artes e literatura do Jornal da Tarde. Suas pesquisas de semiótica integram as tendências em artes tecnológicas.

Maria Immaculata Vassallo de Lopes – acadêmica da USP nos anos 60, estuda a influência das comunicações populares na vida comunitária. Foi presidente da Intercom, de 1995- 1997.

Sonia Virginia Moreira – formada pela Universidade Gama Filho (RJ), atuou na Rádio Jornal do Brasil durante a ditadura. É pesquisadora de comunicação em rádio. Autora do livro – Rádio Nacional- o Brasil em sintonia.

Zélia Leal Adghirni – acadêmica da Universidade de Brasília (UNB), destaca-se pelo estudo do papel do jornalista no contexto do século XXI. Atuou na imprensa marroquina nos anos 80 e trabalhou nas sucursais dos jornais Zero Hora e O Estado de S.Paulo nos anos 90.

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