Publicado por: Carlos Scomazzon | quarta-feira, agosto 11, 2010

Instrumentos científicos sob guarda do Mast compõem exposição no CCBB/RJ

Depois de passar por São Paulo e Brasília, a exposição Expedição Langsdorff faz uma parada no Rio de Janeiro, onde fica em cartaz até 26 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Primeiro de Março, 66, Centro. A mostra conta com o apoio do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), que emprestou ao CCBB dois instrumentos de seu acervo datados do século XIX: o Cronômetro de Marinha e o Sextante, fabricados pelos ingleses John Poole e Eward Troughton. Os dois instrumentos foram destaque em 1882, durante a expedição à colônia chilena de Punta Arenas, na Patagônia, planejada pelo astrônomo belga Luiz Cruls, do Imperial Observatório do Rio de Janeiro, com o objetivo de viabilizar a observação da passagem de Vênus pelo disco solar.

O Cronômetro da Marinha mede o tempo com precisão, determinando a longitude de um ponto no mar. O Sextante, por sua vez, é empregado na navegação astronômica para calcular, através de distâncias angulares, a altura de um corpo celeste. A exposição do Cronômetro de Marinha e do Sextante ocorre pela primeira vez fora do Rio de Janeiro. Sua itinerância vem reforçar o papel do Mast, voltado para o estudo da ciência e de sua história, privilegiando o aspecto da divulgação científica e da preservação do legado nacional da ciência e da tecnologia. Além dos instrumentos cedidos pelo Museu de Astronomia, mais de cem aquarelas e desenhos, a maioria inédita no Brasil, e mapas originais utilizados durante a expedição Langsdorff ocupam o térreo e três andares do prédio do CCBB. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

A Expedição Langsdorff, que percorreu mais de dezesseis mil quilômetros pelo interior do Brasil entre de 1821 e 1829, foi a primeira a retratar a fauna, flora e a população indígena do país. Comandada pelo cônsul da Rússia Georg Heinrich Von Langsdorff, o projeto contou com a participação de 39 pessoas, entre elas os pintores Hercules Florence e Adrian Taunay, o astrônomo Nestor Rubtsoz, o botânico Ludwig Ridel, o naturalista Wilhelm Freyreiss e uma equipe técnica de viagem incluindo escravos, guias, caçadores e remadores. A expedição registrou aspectos de nossa natureza e sociedade e se constituiu no mais completo inventário do país no século XIX. Fez parte do esforço do Governo do Czar Alexandre I para reavivar as relações comerciais entre o Brasil e a Rússia, que haviam sido prejudicadas pelo embargo imposto por D. João VI. Com o apoio do Imperador D. Pedro I e de José Bonifácio, que forneceram, em nome do Império, créditos vultosos e vantagens alfandegárias ao projeto, visava descobertas científicas, investigações geográficas, estatísticas e o estudo de produtos desconhecidos no comércio.

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